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Sempre tentei escrever um textinho para ti, mas nunca me saiu nada de jeito. Tu fazias-me tão feliz, que sempre que eu tentava escrever algo, tudo aquilo que escrevia eram palavras vulgares, que toda a gente usa mesmo quando não são ditas com o coração. Fizeste de mim a rapariga mais feliz do mundo, foi graças a ti que consegui de certa forma ultrapassar um bom bocado a morte do meu pai. Tu fizeste por mim aquilo que nunca antes tinham feito, bastava uma mensagem, uma simples mensagem vulgar para tu notares logo que eu não estava bem. Quando eu falava, sabias quase sempre aquilo que eu ia dizer, conhecias-me como poucos, e sabias lidar com o meu feitio na perfeição. Passas-te de melhor amigo, a melhor namorado do mundo. As discussões foram poucas, e quase sempre sem importância. Sabia-mos exactamente como por um sorriso na cara um do outro, quando alguma coisa não corria bem. Bastava-me um olhar para saber aquilo que estavas a sentir naquele momento. Cresci tanto contigo, senti-me amada como nunca antes me tinha sentido, o meu único motivo para continuar a sorrir eras tu, e tu sabes bem disso. Sempre que falava de ti, os meus olhos brilhavam e surgia um sorriso sincero no meu rosto. Quando estava mal, bastava um abraço teu para me dar forças e ter a certeza de que podia ser feliz. Cada “amo-te” teu levava-me às nuvens e deixava-me num mundinho cor-de-rosa onde para mim tudo era perfeito. O que sentia? Não, não dá para descrever. Um sentimento nunca antes sentido, um amor nunca antes vivido, uma felicidade louca que dominava completamente o meu peito. Não eras só um namorado, eras o meu melhor amigo, a pessoa mais importante da minha vida e em quem eu mais confiava. Mas perdi-te. Perdi o meu único motivo para ser feliz, perdi o meu namorado, e mais do que isso, perdi o meu melhor amigo. Mudas-te de uma maneira tão rápida, tão surpreendente. Por vezes pensava que já nem te conhecia. Desiludiste-me, fizeste-me chorar, magoaste-me, e o pior de tudo, desconfias-te da minha amizade, destruís-te completamente a minha felicidade. Mas sabes, não te censuro por isso. Porque apesar de tudo, eu tenho a consciência e todo o gosto de dizer que foi óptimo enquanto durou. Eu passei os melhores momentos da minha vida contigo. Marcaste-me como quase ninguém me tinha marcado. E o mais importante de tudo é que eu sei que também fui importante na tua vida. Um dia, promete-mos que nos íamos adorar para sempre, e que nunca nos íamos esquecer um do outro, e sabes? Eu prometo que vou cumprir. Hoje, depois de tudo continuo a amar-te. Não estou a morrer de infelicidade por não te ter comigo, pois sei que foi o melhor para ambos. E sim, continuas a ser a pessoa mais importante da minha vida, e espero que desta vez, tenha saído algo de jeito, porque apesar de não estar tudo aqui, tudo o que está é do fundo do coração.
20/07/2008 – 27/08/2008. Por favor, não te esqueças, pois eu também não me vou esquecer.
/Biazinha, 20/09/08. (sim, fazia-mos hoje 2 meses :X)
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E'S MUITO MINHA AMOR :D